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O Evangelho Segundo o Espiritismo 

Estudos da Moral Cristã Sob a Ótica do Espiritismo

Estudo abordado a partir de 01 de abril de 2009

Primeira Parte - de Explicação a Autoridade da Doutrina
Notícias Históricas até Resumo da Doutrina de Sócrates

 

Capítulo I - As três revelações - parte I

Capítulo I - As três revelações - parte II (breve)

 

 

 

Capítulo I - As três revelações - parte I

Ao estudarmos a introdução ao O Evangelho Segundo o Espiritismo, pudemos encontrar muitas coisas que serão vistas no decorrer desta obra. A última que abordamos, o Resumo da Doutrina de Sócrates e Platão, nos aproximou do aspecto moral e até religioso daquilo que veremos doravante. A própria analogia entre a Doutrina de Sócrates e Platão e os ensinamentos da Espiritualidade nos fez perceber aquilo que está enunciado neste primeiro capítulo: Não vim destruir a Lei.

O que pudemos perceber é que algumas coisas que o Mestre nos trouxe não são novidade e em certos casos, pareceu aos estudiosos que o Mestre Jesus poderia ter bebido de certas culturas, como os irmãos nazirenos que se isolavam ou deslocavam até o deserto, possuindo hábitos alimentares e fraternos levados com extrema seriedade, respeito e disciplina. Vejamos o que nos diz o ESE:

As Três Revelações: Moisés, Cristo e o Espiritismo
1 – Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim para destruí-los, mas para dar-lhes cumprimento. Porque em verdade vos digo que o céu e a Terra não passarão, até que não se cumpra tudo quanto está na lei, até o último jota e o último ponto. (Mateus, V: 17- 18)


“Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas completar (trazer o que faltava).” Eis uma tradução que se adequa melhor ao significado daquilo que o Mestre desejava expressar. Mais precisava ser acrescido à lei que conhecíamos e o Mestre estava incumbido de assim realizar. Ué? Mas já não tínhamos muitas leis e ensinamentos dos profetas? Será que nos faltava algo? “Não penseis que vim revogar a Lei ou os profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra.” S. Mateus 5:17-18
Vamos ver:

MOISÉS
2 – Há duas partes Distintas na lei mosaica: a de Deus, promulgada sobre o Monte Sinal, e a lei civil ou disciplinar, estabelecida por Moisés. Uma é invariável, a outra é apropriada aos costumes e ao caráter do povo, e se modifica com o tempo.

Temos visto isto e nem sempre compreendido. Estaria Moisés desautorizado diante Deus? Teria Moisés deturpado a essência daquilo que Deus queria? Ou teria adequado às necessidades e à capacidade de apreensão do povo àquela época? Moisés não é um ‘anjo decaído’, ou seja, conforme a crença acerca destes irmãos, não se rebelou contra os ensinamentos e a autoridade de Deus, pelo contrário adequou-as à capacidade de assimilação do povo à sua época. Contam os historiadores que Moisés viveu até os 120 anos, iniciando seu mandato junto a Deus por volta dos 40 anos. Entendemos que há duas partes diferentes nas Leis Mosaicas.

Como seria possível fazer aqueles homens entenderem determinadas coisas e preceitos se acreditassem em um Deus amoroso e não punitivo? O que iria lhes reprimir os maus instintos e as más tendências? Estariam preparados para isso? Vejam:

A lei de Deus está formulada nos dez mandamentos seguintes:
I – Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás deuses estrangeiros diante de mim. Não farás para ti imagens de escultura, nem figura alguma de tudo o que há em cima no céu, e do que há embaixo na terra, nem de coisa que haja nas águas debaixo da terra. Não adorarás nem lhes darás culto.


Lembram-se do que aconteceu enquanto Moisés subiu ao Monte? Alguns inquietos e enfadados se rebelaram e tomaram a frente do povo, incitando-lhes à festa, às orgias e à adoração. Foram feitos bezerros de ouro que eram adorados e toda sorte de heresias foram cometidas em nome das festividades e comemorações pela saída do Egito. Parece que os mandamentos já estavam sob encomenda, né? Prosseguindo:

II – Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão.

Juro por deus que nunca falo o nome dele atoa...ôps... Pois é....afora aquilo que fazemos com as criancinhas: Deus vai te castigar, Deus ta vendo, Deus me livre, Deus me guarde e por aí vai. Reconhecer a presença de Deus em nossa vida é muito mais do que despejar em suas ‘costas’ toda sorte de coisas ou prevenções que norteiam nosso viver. Até a brincadeira é ao invés de falar Jesus, falar Gesuis. No que diz respeito aos maus hábitos, vão-se os anéis e ficam os dedos, ou seja, trocamos as letras, mas sabemos que estamos citando alguém que é muito mais do que nossos sustos e admirações cotidianas.

Por outro lado será somente isto o não pronunciar o nome de Deus em vão ou até mesmo escrevê-lo com um tracinho? Ou será termos consciência da existência do criador e m nosso viver e saber respeitar-lhe os méritos e a sabedoria? Outro dia alguém comentou que respeitar o nome de Deus é não lhe atribuir nada de mal, como por exemplo: “Fulano morreu, graças a Deus’. Fica a dúvida, afinal graças a Deus que ele morreu é o problema ou achar que Deus mata? Entenderam como mesmo querendo evidenciar Deus de forma justa nos tornamos impiedosos?

III – Lembra-te de santificar o dia de sábado.

Tentaram fazer do sábado uma pedra no sapato de Jesus e se deram mal, lembram-se?Veremos isso mais adiante, por enquanto lembra-te de santificar o sábado era um ‘marco’ para a aliança selada junto aos filhos de Israel, que deveriam consagrar o sábado a Deus, reverenciando-O e enaltecendo-O por terem sido por Deus libertados do Egito.

Existem controvérsias, onde se afirma que para aqueles que pensam que o Sábado é uma instituição criada apenas para judeus, basta ler o relatório do Gênesis, quando Deus o estabeleceu para Adão e Eva, ou seja, para a humanidade e devia permanecer para recordar o Poder Criador: Na Palavra de Deus lemos: “Assim, foram acabados os céus e a terra, e todo o seu exército. E havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera.” Gên. 2:1-3.

O que deveria ter ficado gravado em nosso ser é que, pelo menos uma vez na semana, seria ideal que nos desligássemos de tudo e nos ligássemos profundamente a Deus. O que não significa que devemos estar em cumes, cavernas ou riachos, mas sim em sintonia com o Criador, agradecendo-lhe pela vida. Porém, aprendemos que estar com Deus é muito mais do que rituais ou até mesmo posturas exteriores. Por isso voltaremos a falar do sábado quando falarmos de Jesus mais adiante.

IV – Honrarás a teu pai e a tua mãe, para teres uma dilatada vida sobre a terra que o Senhor teu Deus te há de dar.

Lá no capítulo XIV do ESSE falaremos acerca deste mandamento, mas não podemos nos furtar á reflexão a que ele conclama, principalmente nos dias de hoje. Estamos sendo caridosos para com nossos pais? Criaturas falhas, imperfeitas, mas que se propuseram a nos receber em seu lar para que todos evoluíssemos e até quem sabe resgatássemos nossos débitos em conjunto. Nem sempre é fácil, mas está lá: honrar pai e mãe! E isso é mais do que apenas dar-lhes casa e comida.

Honrar pai e mãe, não apenas os nossos mas os outros também. Os de nossos amigos, os de nossos desconhecidos, os de nossos companheiros de jornada e assim por diante. Se nos reportássemos com mais respeito aos genitores, talvez nossos filhos pudessem ser criaturas menos revoltadas e mais amorosas. Lembram do texto tigela de madeira? Tocante e que nos leva, justamente, a pensar que hoje somos filhos e amanhã seremos pais ou por alguém seremos cuidados.

O texto pode ser visto em forma de PPS em nosso site da
Momento Fraterno na página de PPS

Prosseguiremos com estes estudos na próxima quarta-feira, dia 16-06-10,  às 20h50. Contamos com tua presença.

Exposto em 09-06-2010 por Fiorell@!

 

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Atualizado em: 12-06-2010
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